Sem professores nas escolas municipais em Atalaia, pais temem corte no bolsa família

Sem professores nas escolas municipais em Atalaia, pais temem corte no bolsa família
Prefeita de Atalaia, Cecilia Herrmann, e a secretária municipal de Educação, Glauciane Veiga. Foto: Reprodução

Por Redação


Pais de alunos da rede municipal de Atalaia denunciaram, em grupos de mensagens, a falta de professores em escolas e povoados do município. Os relatos apontam que estudantes estão há dias — e em alguns casos há semanas — sem aula, o que tem gerado preocupação não apenas com o aprendizado, mas também com possíveis impactos no recebimento do Bolsa Família.


De acordo com áudios compartilhados no grupo “A Voz do Povo”, mães questionam a ausência de docentes na Escola Municipal Suzana Craveiro Costa de Medeiros e na unidade conhecida como “Deus é Fiel”. Uma das responsáveis afirma que a filha está há pelo menos uma semana sem professor. “Gostaria de saber da gestão da Secretaria de Educação o porquê está faltando professor no Suzana. Minha filha estuda lá e já está com uma semana sem aula”, relatou.


Parte dos relatos também demonstra expectativa de que a prefeita e a Secretaria Municipal de Educação adotem providências rápidas para normalizar o calendário escolar. Os moradores cobram diretamente a prefeita Cecília Herrmann (MDB) pela ausência dos professores nas unidades de ensino e afirmam que a responsabilidade pela situação recai sobre a gestão municipal. “Creio que alguém da gestão veja essa mensagem e passe para a prefeita”, afirmou uma das mães, em tom de apelo.


Outra mãe reforçou a cobrança e levantou uma preocupação adicional: a frequência escolar exigida para manutenção do benefício social. “A escola vai colocar presença nos filhos das mães que não estão tendo aula por falta de professor? A Secretaria vai lançar a presença para não prejudicar o Bolsa Família?”, questionou.


No povoado da Branca de Atalaia a situação é semelhante. Uma avó afirmou que o neto está há duas semanas sem estudar por falta de docente. “Aqui na Branca também está do mesmo jeito. Meu neto já está com duas semanas sem aula por falta de professor”, disse.


A principal inquietação dos pais gira em torno da exigência de frequência mínima escolar para famílias beneficiárias de programas sociais. Eles temem que a ausência de aulas, mesmo por responsabilidade da gestão, possa resultar em bloqueio ou suspensão do benefício.


A reportagem entrou em contato com a assessoria da prefeitura. O espaço segue aberto para atualiações.