TRE mantém suspenso processo que pede cassação de Marcelo Victor e Luciano Amaral
06/02/2026 19:19:23
Por Redação
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) manteve suspensa a Ação de Impugnação de Mandato Eletivo (AIME) que pede a cassação dos deputados Marcelo Victor (MDB) e Luciano Amaral (PSD), aliados políticos de 1ª ordem, em mais um capítulo de um processo marcado por sucessivos adiamentos e falta de desfecho.
A ação foi ajuizada em 2022 pelo então candidato Rodrigo Cunha e tem como base a operação da Polícia Federal que resultou em busca e apreensão contra os parlamentares, às vésperas das eleições, em um hotel da orla de Maceió, quando foram apreendidos R$ 146 mil.
O inquérito teve idas e vindas no Judiciário. Inicialmente anulado pelo juiz eleitoral Braga Neto, o trancamento foi mantido no TRE por empate. Em outubro de 2025, o ministro André Mendonça determinou a retomada das investigações a pedido do Ministério Público Eleitoral, decisão posteriormente revertida pelo ministro Gilmar Mendes, que restabeleceu a suspensão.
Agora, o relator da AIME no TRE, desembargador Ney Alcântara, decidiu manter o processo paralisado até que o Tribunal Superior Eleitoral se manifeste de forma definitiva sobre a legalidade da busca e apreensão ou até o término dos mandatos.
Na prática, a decisão prolonga a ausência de julgamento do mérito e reforça a percepção de que o caso segue sem consequências efetivas para Marcelo Victor e Luciano Amaral.
O CASO
A Polícia Federal apreendeu em 2025 a quantia de R$ 146, 650 mil, além de panfletos e uma lista com nomes de pessoas em um hotel de luxo da orla de Maceió. A denúncia recebida foi sobre possível compra de votos. Não houve prisão.
Ao chegar no local, os policiais encontraram o dinheiro e o material com um grupo onde estava o presidente da Assembleia Legislativa de Alagoas, Marcelo Victor (MDB), e alguns assessores. O dinheiro estava em uma bolsa. Um dos assessores que estava no local conseguiu fugir levando uma mala, segundo a PF.
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