PC aponta intoxicação como principal linha de investigação em morte de professor da UFAL

PC aponta intoxicação como principal linha de investigação em morte de professor da UFAL
Foto: Reprodução

Por Redação


A Polícia Civil de Alagoas trabalha com a hipótese de morte acidental na investigação sobre o falecimento do professor da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Carlos Alberto de Carvalho Fraga, de 38 anos. O caso segue registrado como morte a esclarecer, mas os indícios iniciais apontam para possível intoxicação associada ao consumo prolongado de álcool e substâncias ilícitas.


A informação foi divulgada pelo delegado Flávio Dutra, de Arapiraca, no início da tarde desta terça-feira (10), durante entrevista ao programa Fique Alerta, da TV Pajuçara. O professor foi encontrado morto dentro de sua residência, na manhã de segunda-feira (9), no município de Arapiraca, no Agreste de Alagoas.


Segundo o delegado, não foram identificados sinais externos de violência no corpo da vítima. “Alguns elementos indicam que não há lesões aparentes no corpo da vítima, e também não há sinais de luta. A desordem encontrada na residência estaria relacionada ao consumo de bebida alcoólica ocorrido no último sábado”, afirmou.


Ainda de acordo com Dutra, a investigação considera a presença de substâncias entorpecentes no local, além do uso de medicamentos controlados pela vítima. “Por enquanto, trabalhamos com a hipótese de morte acidental relacionada ao uso prolongado de bebida alcoólica e supostos entorpecentes encontrados no local. Temos ciência ainda de que a vítima fazia uso de medicamentos de tarja preta para ansiedade”, declarou.


O delegado ressaltou, no entanto, que outras possibilidades não estão descartadas. “Seguiremos investigando essas hipóteses, mas não descartamos a possibilidade de intoxicação causada por terceiros, o que poderia caracterizar homicídio”, disse.


O corpo de Carlos Alberto foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), onde será submetido a exames necroscópicos que devem auxiliar na definição da causa da morte.


Flávio Dutra também detalhou informações preliminares sobre os últimos momentos do professor. “Há relatos de que ele chegou de uma viagem a Minas Gerais na manhã de sábado. Por volta das 13h, ligou para um amigo, que esteve em sua residência até cerca das 21h. Houve consumo de bebida alcoólica, e o amigo relatou o uso de substância entorpecente, supostamente cocaína”, afirmou.


Segundo o delegado, esse amigo teria sido a última pessoa a ver Carlos Alberto com vida. “Ele informou que a vítima ainda estava viva por volta das 3h do domingo”, completou.


As investigações seguem em andamento, aguardando os laudos periciais para esclarecimento definitivo do caso.