Moradores de Água Branca denunciam descaso: Casa do Barão, patrimônio histórico à beira da ruína

Moradores de Água Branca denunciam descaso: Casa do Barão, patrimônio histórico à beira da ruína
Foto: arquivo pessoal/Toinho Bezerra

Por Carlos Maravilhense


O advogado Toinho Bezerra levantou uma voz de alerta sobre a situação de abandono da Casa do Barão de Água Branca. 


Em um vídeo, Bezerra expôs como a prefeitura tenta disfarçar o estado precário do local com meras pinturas superficiais. Porém, a realidade é desoladora: o patrimônio histórico que marcou a fundação da cidade está à beira da ruína.


"Internamente tá tudo destruído, podre, as madeiras todas apodrecidas, então isso aqui é necessário que haja uma urgente intervenção do município", lamentou Bezerra, enfatizando a urgência de uma restauração completa, não apenas estética. Ele já tomou medidas legais, ingressando com uma ação popular para pressionar por ações concretas.


O casarão histórico, que pertenceu ao influente Barão Joaquim Antônio de Siqueira Torres, não é apenas um edifício antigo. É um marco vivo da história local, onde figuras como Lampião deram os primeiros passos de suas lendárias trajetórias. Contudo, o que deveria ser um símbolo de orgulho tornou-se motivo de vergonha.


"É como se fosse retirado do seu rosto uma parte de sua face", comparou Bezerra, indignado com a negligência das autoridades municipais. 


Enquanto o gestor municipal aguarda emendas parlamentares que frequentemente chegam tarde demais, o patrimônio continua a desmoronar, sem a devida atenção que merece.


A Casa do Barão de Água Branca não é apenas um dos prédios históricos mais importantes de Alagoas; é um tesouro nacional que clama por salvação. A história de um homem que foi não apenas um empresário bem-sucedido, mas também uma figura política de destaque, agora corre o risco de desaparecer sob os escombros da negligência.